Resultados de maio da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de São Paulo, que fica praticamente estável

Desemprego

As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, mostram que a taxa de desemprego total na RMSP ficou praticamente estável, ao passar de 16,7%, em abril de 2019, para 16,8%, em maio. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto variou de 13,9% para 14,0%, e a de desemprego oculto permaneceu estável em 2,8%

O contingente de desempregados foi estimado em 1.921 mil pessoas, 49 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado decorreu de elevação da População Economicamente Ativa – PEA (223 mil pessoas entraram no mercado de trabalho da região, ou 2,0%) em intensidade superior ao aumento da ocupação (abertura de 174 mil postos de trabalho, ou – 1,9%) (Tabela 1). A taxa de participação – proporção de pessoas de dez anos e mais incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 61,9% para 63,1%.

Nos demais domínios geográficos para os quais os indicadores da PED são calculados, a taxa de desemprego total diminuiu no Município de São Paulo (de 16,4% para 15,9%), pouco variou na sub-região Sudeste (Grande ABC) (de 14,4% para 14,6%) e aumentou na sub-região Leste (Guarulhos, Mogi das Cruzes e outros) (de 19,9% para 20,6%) (Gráfico 2).

O nível de ocupação aumentou (1,9%) e o contingente de ocupados foi estimado em 9.513 mil pessoas (Tabela 2). Sob a ótica setorial, esse resultado decorreu de elevações nos Serviços (mais 124 mil postos de trabalho, ou 2,2%) e, em menor intensidade, na Construção (29 mil, ou 5,3%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (22 mil, ou 1,3%), enquanto houve pequena redução na Indústria de Transformação (-12 mil, ou -0,9%).

Segundo posição na ocupação, o número de assalariados aumentou (1,3%), resultado de elevações no setor privado (1,2%) e no setor público (1,9%). No setor privado, aumentou o assalariamento com carteira de trabalho assinada (1,3%) e sem carteira (0,6%). Houve, ainda, elevação da ocupação entre os autônomos (2,4%), empregados domésticos (8,5%) e pequena variação positiva entre os classificados nas demais posições (0,3%) (Tabela 3).

• Entre março e abril de 2019, diminuiu o rendimento médio real dos ocupados (-0,6%) e o dos assalariados (-1,6%), passando a equivaler a R$ 2.093 e R$ 2.179, respectivamente (Tabela 4). A massa de rendimentos reais aumentou para os ocupados (Gráfico 4) e diminuiu para os assalariados. No primeiro caso, houve elevação do nível de ocupação em intensidade superior à redução do rendimento. No segundo, houve diminuição tanto do nível de emprego quanto do salário médio.

Comportamento em 12 meses – Em maio de 2019, a taxa de desemprego total na RMSP (16,8%) ficou abaixo da verificada no mesmo mês do ano anterior (17,4%). A taxa de desemprego aberto diminuiu de 14,4% para 14,0%, e a de desemprego oculto variou de 3,0% para 2,8%. Entre as componentes desta última, a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário decresceu de 2,6% para 2,2%.

O contingente de desempregados teve pequeno aumento, de 7 mil pessoas, resultado da elevação da força de trabalho (434 mil pessoas entraram no mercado de trabalho, ou 3,9%) em intensidade superior ao crescimento do número de ocupados (427 mil pessoas, ou 4,7%).

A taxa de participação aumentou de 61,1% para 63,1%, no período em análise. Em relação a maio de 2018, o nível de ocupação aumentou (4,7%) (Gráfico 3). Setorialmente, esse desempenho deveu-se a elevações nos Serviços (mais 377 mil postos de trabalho, ou 7,0%), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas e (58 mil, ou 3,6%) e na Indústria de Transformação (16 mil, ou 1,2%), enquanto houve redução na Construção (-29 mil, ou -4,8%).

O assalariamento total aumentou (3,6%) nos últimos 12 meses. No setor privado, elevou-se o contingente de empregados com carteira assinada (2,7%) e sem carteira (14,5%). Aumentou o número de trabalhadores autônomos (14,1%), diminuiu o de empregados domésticos (-4,0%) e não variou o daqueles classificados nas demais posições.

Entre abril de 2018 e de 2019, decresceu o rendimento médio real dos ocupados (- 3,6%) e o dos assalariados (-2,3%). A massa de rendimentos também diminuiu para ocupados (-1,5%) e para assalariados (-0,6%). Em ambos os casos, foi reflexo de a redução do rendimento ter sido mais intensa que a elevação do nível de ocupação.

Sobre a pesquisa – A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade, em colaboração com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese, vem divulgando sistematicamente os resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED-RMSP, desde janeiro de 1985. Trata-se de uma pesquisa domiciliar que, a cada mês, investiga uma amostra de aproximadamente 3.000 domicílios localizados na Região Metropolitana de São Paulo.

Suas informações são apresentadas agregadas em trimestres móveis. Por exemplo, a taxa de desemprego de janeiro corresponde ao trimestre móvel novembro, dezembro e janeiro. A taxa de fevereiro corresponde ao trimestre móvel dezembro, janeiro e fevereiro. A qualidade de seus indicadores e as inovações metodológicas introduzidas fazem da PED uma das principais fontes de referência sobre a conjuntura do mercado de trabalho metropolitano. Por estas razões, outros Estados brasileiros passaram a realizar a pesquisa nas regiões metropolitanas de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e o Distrito Federal.

Fonte DIEESE
(11) 3874-5366
https://www.dieese.org.br/