A Huawei, enquanto participante ativo, sempre desempenhou um papel importante no desenvolvimento e crescimento do Android

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A Huawei emitiu um comunicado relativo à suspensão imposta pela Google em matéria de cooperação e assistência, dizendo que “a Huawei tem a capacidade de continuar a desenvolver e usar o ecossistema Android. Os produtos das gamas Huawei e Glory, incluindo smartphones, tablets, entre outros produtos e serviços não são afetados no mercado chinês”.

A Huawei disse no seu comunicado que “o Android, enquanto sistema operativo, de smartphones sempre foi de código aberto. A Huawei, enquanto participante ativo, sempre desempenhou um papel importante no desenvolvimento e crescimento do Android enquanto sistema operativo relevante. A Huawei tem a capacidade de continuar a desenvolver e usar o ecossistema Android.

Os produtos das gamas Huawei e Glory, incluindo smartphones, tablets, entre outros produtos e serviços não são afetados no mercado chinês. Asseguramos os nossos consumidores que poderão usá-los sem qualquer risco. No futuro, a Huawei irá continuar a construir um ambiente seguro e sustentável de desenvolvimento visando garantir um melhor serviço aos seus utilizadores”.

A imprensa estadunidense anunciou, no dia 19 de maio, que a Google iria parar de garantir apoio técnico para o Android à Huawei. De acordo com relatórios, o Departamento do Comércio norte-americano recentemente listou a Huawei, e outras empresas relacionadas, na sua lista de controlo às exportações, interditando à Huawei a compra de tecnologia ou acessórios em empresas dos EUA.

Acadêmico do MIT opõe-se à interdição imposta pelos EUA à Huawei

A interdição imposta à Huawei não irá assegurar a cibersegurança dos EUA mas, pelo contrário, irá comprometer o comércio, consumidores e a pesquisa científica, afirma Nicholas Negroponte, fundador do MIT Media Lab, em um artigo publicado no portal fastcompany.com esta semana.

“A política de telecomunicações deve ser baseada em padrões objetivos, e não em questões geopolíticas”, refere o artigo intitulado “Não interditar a Huawei. Fazer antes isto” (Don’t ban Huawei. Do this instead).

Em comparação com a ameaça à segurança que a administração estadunidense atribuiu à Huawei, a verdadeira ameaça consiste nas acusações infundadas contra a empresa, as quais irão prevenir a necessidade de gerir o risco cibernético, aponta o artigo.

“Esta falha pode prevenir os EUA de atingirem o progresso tecnológico e econômico que poderia ter alcançado, caso tivesse optado por ter em maior atenção os fatos. Isto é particularmente verdadeiro em locais como a minha universidade, o MIT, que teve que cessar os trabalhos de pesquisa com a Huawei, o parceiro mais avançado que tínhamos no domínio das telecomunicações”.

Negroponte refutou ainda que o uso de produtos e serviços da Huawei pudesse acarretar riscos. “A Huawei tem um currículo limpo de 30 anos na área da cibersegurança e mais de 500 clientes de telecomunicações satisfeitos em todo o mundo. Nenhum cliente experienciou uma falha de segurança relacionada com os equipamentos da Huawei”.

Negroponte co-fundou o MIT Media Lab em 1985 e foi seu diretor nos primeiros 20 anos da sua existência. Enquanto graduado do MIT, Negroponte foi pioneiro no setor de design com recurso ao computador e é membro da faculdade do MIT desde 1966.

Fonte: Diário do Povo Online