Para especialista, IPCA de maio perde força em relação a março e abril e deverá ficar em 0,20%

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Gráfico – Série Histórica do IPCA – Elaboração Própria com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará, nesta quinta-feira (07), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pesquisa mensal que mede a variação de preços do mercado para o consumidor final e representa o índice oficial da inflação no Brasil.

Para o coordenador de cursos da Faculdade Fipecafi, Valdir Domeneghetti, a previsão é que o IPCA de maio fique em 0,20%, perdendo força em relação a março e abril. “Em abril de 2019 houve um pico do acumulado de 12 meses, registrando 4,94%, acima do centro da meta de inflação. Em maio, a expectativa é de que o acumulado dos 12 meses fique próximo ao centro da meta (4,25%)”, explica.

No gráfico e na tabela, é possível perceber que após a mínima histórica do índice acumulado (12 meses), ocorrida em dezembro de 2017, houve uma aceleração do mesmo entre dezembro de 2018 e abril de 2019, tendo atingido o pico do acumulado de 12 meses em abril de 2019 (4,94%), acima do centro da meta de inflação do Banco Central (Bacen), que é de 4.25%.

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Tabela – Série Histórica do IPCA – Elaboração Própria com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

“Há uma tolerância de 1,5% para esta meta de inflação (2,75% a 5,75%, ou seja, 4,25% +/- 1,5%). Para os próximos anos o Bacen reduziu a meta. Em 2020, ela será de 4% (podendo ficar entre 2,50% a 5,50%) e em 2021, será de 3,75% (podendo ficar entre 2,25% a 5,25%)”, completa.

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